quinta-feira, janeiro 20, 2011

XX VII - Por Trás Do Arco-Íris

Dias incertos, dias confusos...
Uma nuvem recobre meu céu, ao mesmo tempo em que toda tempestade se vai.
É como um novo nascer do sol, que antes nunca tivera visto.
Como andar sobre as nuvens, lado a lado com os pássaros.
Ecos ressoando em minha mente.
Assistindo daqui de cima aos montes e toda liberdade que não há ai embaixo.
Todas as cores e movimentos que apenas carregam a paz que me faltava.
Pensamentos flutuando pelo arco-íris,
Sem razão alguma, sem nenhuma obrigação.
Sonhos, pensamentos, ilusões, desejos, sinais, ou o que?
Centenas de sorrisos teus aqui posso ver,
E seus olhos tentam me dizer algo.
Nós temos que ter uma chance.
Como um furacão devasta, junto com ele a tempestade se vai ao longe.
Podemos tentar ficar juntos,
Desenhando estrelas no distante céu azul.
Sem mais dúvidas, sem mais medos.
Apenas eu e você.
Encontrando respostas por trás do arco-íris.

XX VI - Incertos Ventos

O tempo é curto e a estrada é longa
E a vida não espera quem se atrasa
Mas ouvimos dizer que a chama ainda está acesa
Sempre nadando contra a correnteza
Tentando chegar perto do horizonte
Tentar alcançar!
É como uma ventania que me leva a todos os lugares que já estive antes
Sempre acordando de sonhos nos quais os desejavam
Voltando à minha insônia
Tentando manter-me acordado
Tentando não te encontrar.
Pois sei que só aqui posso te ter.
Quantas noites fiquei sem dormir, fazendo disso minha inspiração.
Perdido entre linhas de um antigo diário,
Vendo toda a vida passar e ficando atrás.
O tiro de largada foi dado, mas não escutei!
Estive por um tempo perdido em loucos versos.
Com o pé na estrada e a cabeça na lua.
Desenhando todos acordes pra te conquistar,
Vou a onde o vento me levar.

sexta-feira, janeiro 07, 2011

XX V - Triângulo das Bermudas

Tudo contra mim, hoje não é mais o mesmo de antes,
O engano tomou conta de minha mente
Três lados e um único destino,
Perdi-me por completo nessa confusão.
Tentar não tem a mesma conotação,
Desistir não faz parte (qual o significado?),
A dúvida anda lado a lado com a certeza,
Uma tênue linha separa cada lado.
Quanto tempo vai ter para decidir?
Sempre carregando os mesmos sonhos,
Caminhando sempre lado a lado
Sem ao menos poder estar lado a lado,
Como paralelas na contramão.
Quando tiver passado dez anos e estivermos longe,
Pensaremos no êxtase do que poderia ter sido?
Tudo faz parte de nossas escolhas
E talvez eu tenha escolhido a solidão.

sábado, fevereiro 13, 2010

XX IV – Alvorada

Como foi bom ter te encontrado
Daqui, as coisas não vão ser mais as mesmas

Pode encontrar os mesmos sonhos diante dos mesmos medos
Quão árduo tem que ser

Não apenas imaginação
De tudo que não posso esquecer
O que quis dizer quando estive triste?
O que dizer quando estiver triste?
Voando sobre os pensamentos que nem ela sabe se é certo

O que ela vai dizer quando vir em sua direção
Pelo o vento e pelo calor
O que penso não é assim, vazio.
Mas nunca consigo dizer o que quero
Perdendo-me entre essas lacunas

Tento ler seus pensamentos por trás de seus olhos
Não há mal nenhum pensar no que pode vir a ser
Tentar!
Além da noite e do dia,
Ver aquilo que seus olhos antes não podiam ver.

Então quando anoitecer lembre-se no que acreditar
E quando a alvorada chegar nossas mãos ainda estarão juntas.
Esperando amanhecer...

domingo, agosto 23, 2009

X X I I I - Além de Mim !

Hoje o tempo não voa mais, não ao meu lado.
Me deixou cair na imensa solidão,
Solidão a dois...
Não há como descrever em linhas retas
Tudo o que te fez crer no que era certo ou errado.
Onde está o certo? Onde está o errado?
Agora eu vejo como linhas turvas e ofuscas
Sem medo eu faço meu caminho.
No meu caminho eu vi ao meu lado,
Tentei segurar, soltou-se.
Tentei tirar os pés do chão,
Mas aprendi a não ir contra a gravidade,
E que quanto mais alto eu fosse maior seria a queda!

[...]

Eu pensei que algo me faltava, mas era só sonho.
Aos poucos volto a ser quem sempre fui,
Solidão... o mesmo.
Agora não adianta procurar desculpas pra mim mesmo.
Procurar as palavras mais sinceras não funcionou,
Explicar o que sinto, também não!
O que me restou se não me isolar dentro de mim mesmo.
Trancar essa dor aqui mesmo,
Num mundo além do seu!

[...]

segunda-feira, setembro 08, 2008

XX I I - Meu Réquiem I


Certas coisas acontecem exatamente ao contrario do que imaginávamos, concretizando nossas duvidas. Aqui não é uma despedida como muitos pensam, aqui é só o necessário a ser dito, por anos mendigamos por respostas que nunca são ditas, caminhamos pelos mesmos caminhos e passamos pelas mesmas horas e hoje o tempo não é mais um problema, agora não faz diferença.

Deixo tudo aqui o que eu já quis escrever, e confesso, faltou coragem.

Há muito faltava algo em mim, algo que eu deixei o tempo apagar, como eu sempre falei, o passado não importa, mas hoje eu não posso negar que me faz falta e me fez falta quando eu realmente precisei, certo de que foi necessário para acordar e voltar um pouco pra realidade, voar alto demais pode resultar numa queda grande demais também e essa queda foi demais para mim. Sinto a falta, sinto a falta de sentir, como eu falei, há muito me faltava e agora você me falta!

E agora o que me restou senão essas linhas, que certamente esta perdida ao meio de infinitas palavras, sou apenas um senhor que nem sei se o sou.

Tudo isso que me faltava, ainda não foi completado e quando pensamos que será completado vem a desistência, sem culpar ninguém pelos meus atos, mas com certeza muita coisa poderia ter sido evitado, e agora vejo como sou pouco, como tudo é pouco, muito pouco.

Cadê as respostas? Quando cair, quem vai te levantar? Quem vai impedir de esmagarem sua cabeça? Quem vai estar ao seu lado quando te crucificarem? Quem dará a frente quando te apedrejarem? Quem confiará em você, quando todos desconfiarem? Quem acreditará, quando disser o contrario? Quem sentará ao seu lado quando todos forem embora? E quando você estiver sozinho, quem irá te escutar? Que falta é essa que tanto me falta? É diferente da sua?

Sinceramente... Sinto falta.

Parece ser tarde agora, parece que não tem mais volta pra mim, esperava ao menos uma desculpa, uma palavra, uma redenção, pelo menos para saber se estou inteiro, mas aqui é o infinito, aqui é o meu limite. Quando estive só, estive caído, tive de me levantar só. Quando precisei de uma resposta o silêncio falou mais alto, mas tudo passa, e tudo muda, mas o que vai mudar? Por que não mudamos isso antes?

Aprendi que a vida dá voltas, mas essas voltas não são exatamente voltas, essas voltas curvam-se em outras voltas e se perdem em um emaranhado de voltas que nunca consegue seguir um caminho exato, e a mudança é apenas a escolha cega de uma dessas voltas, que de qualquer modo não saberemos aonde chegar.

Espero ter ensinado algo pelo menos...

terça-feira, agosto 26, 2008

XXI - Some Incertezas

Ando só, longe do meu próprio alcance.
Há saudade mesmo sem nunca ter existido, há verdade sem uma única palavra.
Há muito mais que eu não sei descrever, há muito mais além do que posso me contrariar, aliás, penso que a contradição hoje será necessária.
Só sei que agora sinto sentir algo, sinto mesmo sem poder sentir!
Eu digo que não posso viver essa vida assim, sem mais despedidas...
Essa noite não pode ser eterna, o eterno é muito pouco e o muito pouco não agrada à ninguem.
Olhando para o futuro...

Acreditando no não-infinito infinito,
Aproximando-nos de tudo em que quisermos acreditar.

Mas ainda eu não sei o que é isso, não sei!
Coisas que poderiam ser facilitadas.

domingo, junho 08, 2008

XX - Não Há Mais Ninguém Aqui

Apegamos-nos a coisas que não devem e não estão nem ai pra nossa existência, mas é o que eu sei.
E até onde eu sei, a minha existência não vai alem daqui.
Não consegui dividir minha existência, pelo menos tentei, mas tentativas só são validas quando há acerto e no meu caso não houve.
E pra onde eu vou? Daqui eu não saio to cansado, com frio, mas sem medo, pois já tem passado, assim junto de você, então não volte atrás,
Renegue sim seu passado, pois ele não existe mais.
Não pense como as pessoas, pois elas são a maioria e o que é maioria não é exato é sempre duvidoso.
Esqueça tudo, e não acredite mais em nada, pois NADA existe.
Não fique querendo ser igual, não queira algo em comum, não deseje nada apenas vive!
E quando perguntarem quem você é, responda:

“Eu não sou mais do que eu penso ser”

XIX - Adiante, adiante.

Algo passou por mim, não sei exatamente como, mas sei que sim.
Algo que tem falado comigo, ainda não sei, mas sei que é.
Agora eu vi, só espero que não seja sonho!
Há muito eu desejo, mesmo sem conseguir.
Mas eu ainda penso, mas eu não posso seguir,
Eu ainda penso na falta, mas eu não consigo encontrar.
Sinto a falta, você sabe?
É difícil acreditar em alguém, mas chega uma hora que tem que ser feito.
Atitudes, sentimentos, isso tudo chega sua hora e não há como evitar,
Saudades eu sinto de muita coisa que hoje não sinto e hoje não há mais razão pra sentir.
Tem de ter os pés no chão, mas às vezes é preciso dar alguns vôos, só falta saber com quem voar!